quarta-feira, fevereiro 04, 2015

Como alguns meios de comunicação social da era moderna utilizam as nossas obsessões visuais para ganhar mais uns trocos






Diz que uma das fórmulas de sucesso das mais recentes séries para TV, históricas ou fantasia, passa por muita pancadaria, pseudo-erotismo e nudez feminina.
No início ainda pensei que os seus realizadores, ao utilizarem tais fáceis "argumentos", estariam a passar um atestado de "depravação" (ou obsessão?) a todos os telespectadores  - “para ver umas mamas de jeito tenho mesmo que gramar com aquela seca "histórica"”?; ou: “e não é que se vai aprendendo um pouco de história nos intervalos destas interessantes sessões eróticas?”. Entretanto, pensei um pouco mais, e cheguei à conclusão que eles não podiam estar a subestimar assim tanto os seus “clientes” e, na verdade, a nudez ou o sexo, de tão espontâneos que são (ou deviam ser), estão a ser cada vez mais (despreconceituosamente) revelados nas séries modernas (mesmo que incidam sobre outros tempos)... Mesmo que esta tendência para fazer sentido tenha que ser igualitária, isto é, existir nudez masculina na mesma proporção, o que, como bem sabemos, está um bocadinho longe de acontecer. Mas isto pode ter haver com problemas de casting ou disputas de caché...  
É justamente neste tipo de séries (históricas ou do mundo irreal), onde parece ser mais fácil justifcar a nudez feminina ou até mesmo a subjugação da mulher, pois, aparentemente, tal é feito de uma forma “irónica”. Ou seja, como se trata de um produto “retro” ou de “fantasia”, mostra-se nudez ou misoginia sem pudor, só porque faz parte do enredo e não porque as produtoras estão a ser levadas pelos seus instintos sexistas a satisfazer as obsessões dos seus telespectadores... Ufa! Graças aos meus queridos cromossomas evitei uma queda fatal na lógica do falso puritanismo. Obrigadinhos oh XY!

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