domingo, janeiro 03, 2016

O melhor de 2015 - Filmes



10. The Revenant, Alejandro González Iñárritu

9. Mia Madre, Nanni Moretti

8. Blind, Eskil Vogt

7. Ex Machina, Alex Garland

6. Me and Earl and the Dying Girl, Alfonso Gomez-Rejon

5. The Boy, Craig William Macneill

4. Goodnight Mommy / Ich seh, Ich seh, Severin Fiala & Veronika Franz

3. Room, Lenny Abrahamson

2. Carol, Todd Haynes

1. Victoria, Sebastian Schipper

Sensibilidade suprema

Carol” vai muito além de um drama de época ou de uma atípica (para aquela altura) história de amor/atracção entre duas mulheres, sobretudo graças ao minucioso trabalho de Todd Haynes. Há um engenhoso realce dos detalhes (os objectos, os gestos, os olhares, etc) e um permanente estímulo a quase todos os sentidos. 
Obviamente que também muito se deve ao excelente trabalho da dupla de actrizes Blanchett e Mara. Mas nada disto seria o mesmo sem o rigor e sensibilidade de alguém com uma extraordinária capacidade para captar a discrição de um momento, como o das escassas lágrimas que escorrem dos seus rostos, através do vidro embaciado de um carro andamento. Não há outro realizador (vivo) a filmar com este nível de elegância e requinte em Hollywood. Nem em Hollywood nem em qualquer outro lugar deste planeta.

quinta-feira, dezembro 31, 2015

O melhor de 2015 - singles























































quarta-feira, dezembro 30, 2015

Jack, o Sonhador






Quanto menos se souber sobre este filme antes de o ver, melhor. O sucesso da excelente experiência que pode ser a sua visualização passa sobretudo por abordá-lo na perspectiva mais pura e inocente. Como de uma criança (Jack) que celebra o seu quinto aniversário com um radiante despertar para mais um dia, como todos os anteriores: fechado num quarto com a sua mãe, desalumiado, modesto e limitado, mas ainda com espaço para uma cama, uma banheira, duas cadeiras, um roupeiro e uma pequena televisão, onde ele passa algumas horas do dia a ver desenhos animados, como “Dora, a Exploradora” (ironia das ironias).
“Room”, a segunda aventura do irlandês Lenny Abrahamson (o mesmo criador de “Frank”) por terras norte-americanas, teve estreia por cá na mais recente edição do Lisbon & Estoril Film Festival e, se não acontecer um(a) surpresa/milagre via Globos de Ouro/Óscares, só poderá ser visto pelo restante público português só lá para a primavera do próximo ano. Triste sina para uma tão jubilosa, bela e inteligente (qb) obra